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URBANISMO

DESIGN E DECORAÇÃO

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

“Inhos” na decoração


Certas coisas a gente aprende com o tempo certo?! 

Quando iniciei o curso técnico em design de interiores, adorava ver as revistas de decoração. Sempre achei lindos os ambientes com brilho, cor, texturas e tudo o que se tem direito. Coincidentemente meus trabalhos sempre foram temáticos, com tendência absorvidas de alguma nova edição recém saída da banca, e com cores algumas vezes até contratantes.  Durante todo o curso defendia a ideia de que todo ambiente precisava de cor viva. 

Quando trabalhei na loja Carpetes e Cia (venda de piso, persiana, cortinas, papel de parede e tapetes), sempre ficava um tanto frustrada por ver tantas opções e mesmo assim a cada 10 clientes, 9 optavam por um “cremezinho”, um “beginho”, um “clarinho”. 

Apesar de ter conhecimento da teoria das cores, que existem cores indicadas para cada ambiente e de que algumas cores “cansam” a vista, o que eu percebia era o medo das pessoas em ousar até mesmo em uma parede do lavabo. Salva uma vez que uma adolescente pediu a mãe o papel de parede para seu quarto, uma estampa listrada em vermelho, roxo e pink. Confesso que até mesmo eu achei exagero. 

Então com essa observação, cheguei a duas conclusões: 

1. As pessoas têm medo de ousar (seja em cor,textura,estampas) – isso de certa forma acredito que reflete em um medo na mudança de rotina e da paisagem do seu dia-a-dia. 
2. As pessoas “vestem” a sua casa para as visitas – o que os outros pensam sobre o seu lar como reflexo da sua personalidade é um fator decisivo na decoração. 

Ao trabalhar na Casa Vostra, uma loja de móveis e decorações elitizada aqui em São Paulo na Cidade Jardim, percebia que muitos itens eram comprados para decorações momentâneas, com frases como “-Minha sogra vem jantar e quero deixar tudo lindo”. Trabalhando agora na grande cidade e com um público com poder aquisitivo ainda maior, percebi que a tendência dos “inhos” era ainda mais forte (até mesmo a loja era neutra, e linda). Alguns objetos coloridos tinham uma boa saída, mas os móveis em geral eram sempre neutros. 

É fato que a decoração é um reflexo da nossa personalidade em sua grande maioria, mas é muito mais aquilo que queremos que saibam do que necessariamente o que somos. 

Às vezes é um refúgio. Como por exemplo, ao acompanhar a entrega de um móvel criado para um bioquímico em seu novo apartamento no Butantã, me deparei com uma geladeira retro, um painel fotográfico ao fundo da mesa da copa, e um papel em uma das paredes todo colorido. Ele disse que passava muito tempo em hotel, viajando a trabalho, e que queria que sua casa fosse mais “viva”. Quase bati palmas. 

Por fim fui percebendo a importância da harmonia de todo o conjunto: a casa, a cor, a paisagem, o ser.Absorver e saber trabalhar com essa harmonia é algo muito mais complexo. É conhecer a fundo a história, a vida e a personalidade das pessoas que irão compartilhar aquele espaço. 

Não existe revista ou manual que possa dizer o que é certo para sua casa, existem fragmentos que se pode utilizar, de forma correta e sábia em cada situação para uma boa decoração. 

Acredito que é isso que venho aprendendo, a encontrar essa harmonia e que nem sempre a falta de um arco-íris faz um lar “triste”, às vezes é o neutro que equilibra toda uma rotina após as 18 horas. E posso ate confessar, comprei uma cortina “beginha” para a minha sala.



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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Plano Diretor Pt.1

Olá,

Sempre fui dessas que ouvia dizer, mas não sabia exatamente o que pensar sobre o Plano Diretor, tão comentado e pedido nas aulas de Urbanismo. Apesar de que eu já deveria ter lido, ainda não o fiz. Sempre achei que seria algo difícil de entender com lei e palavras próprias para quem fez Direito.
Ainda assim minha curiosidade, como sempre, falou mais alto. Comecei então a procurar sobre o assunto, encontrei no site da prefeitura de São Paulo, o tal plano diretor.
E para complementar esse estudo, busquei algo sobre o Estatuto da Cidade, e encontrei um arquivo em PDF do Estatuto da Cidade Comentada no site do Ministério das Cidades.

Ainda não iniciei a minha leitura, mas deixo aqui o link dos “preciosos”:


Essa semana na faculdade, para incentivar ainda mais essa pesquisa, tivemos uma visita do professor Arq. e Urbanista Flávio Villaça que nos contou um pouco a sua história e nos explicou sobre o Plano Diretor de São Paulo.

Assim que eu ler mais sobre o assunto, coloco aqui as minhas anotações sobre o que descobri ouvindo o Profº Flávio e o que descobri em relação as minhas expectativas anteriores ao meu estudo.


Até Breve! 

                                                  Fonte: http://www.universidadesecovi.com.br/files/Noticias/plano-diretor_281_242.jpg

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Boas Vindas

Boa Noite,

Ontem em aula, meu professor a fim de conhecer melhor seus alunos foi perguntando o porquê cada um escolheu o curso. Na hora a gente fala qualquer coisa (eu pelo menos) por nervosismo, mas depois fiquei com essa pergunta na cabeça, não que não a tivesse feito antes e ate encontradas as mesmas respostas, mas é que essa primeira semana de aula, esse 5º semestre, percebo o quanto realmente é importante se criar um repertório, pois para ser um profissional completo é necessário um olhar crítico, ter a sua opinião, mas com propriedade no que defende. Não se pode esperar aprendizado apenas de uma boa faculdade, é preciso ir atrás e manter o ritmo.

Então, como já era tempo que vinha pensando em criar um blog, apos as aulas que tive resolvi que não poderia perder mais tempo.

A cabeça ferve de ideias o tempo todo, e se eu não escrever ou desenhar elas acabam indo para a "caixinha" do esquecimento. Além do mais, todo semestre realizo varias pesquisas e o tempo todo encontro informações que aprimoram o meu conhecimento, se eu deixar essas informações todas "offline" dificilmente vou ficar procurando nas inúmeras pastas no computador quando precisar da informação.
Basicamente, esse blog tem a intenção de mostrar o meu olhar (ainda que primário) em relação à arquitetura e tudo que a envolve. Sim, haverá notícia e resumos de pesquisas com suas respectivas fontes, mas informo desde já que não há valor acadêmico nas informações que colocarei aqui (criticas construtivas são bem vindas). 

Então bem vindo ao meu "diário de bordo" dessa incrível aventura que é a faculdade de arquitetura.

fonte:http://farm6.staticflickr.com/5161/5270955425_903fbb4761_z.jpg


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