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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Uma busca que levou a um encontro: Jorge Wilheim

No começo do semestre passado, foi pedido pesquisa de repertório para a elaboração do projeto arquitetônico de um novo MIS. Os professores selecionaram algumas obras e sortearam entre as equipes.
Meu grupo ficou com o Paço das Artes, localizado na cidade universitária - USP.
O Paço é um local aonde alguns alunos, ex- alunos de artes da USP e convidados expõem mostras de arte contemporânea.  

O processo da pesquisa incluiu a visita ao local e achamos o local um tanto obscuro, meio abandonado, e por mais que o grupo buscasse informações sobre esse projeto, não encontrávamos nada. Pedimos para a administração do Paço nos enviar algum material, mas nem eles sabiam quem era o autor do projeto.
A responsabilidade do local fica sendo jogada de um lado para o outro entre a Secretaria da Cultura de SP e a Administração da USP, além de  existir uma briga pelo terreno entre USP e o Instituto Butantã.
Por fim, descobrimos que o Paço das Artes é uma obra inacabada de Jorge Wilheim.



Alguns dizem que o projeto teria até 70 mil metros quadrados, outros dizem 25 mil metros construídos que seria de acordo com a Revista Projeto edição 335 “Uma área edificada maior que a do Memorial da América Latina, o novo espaço deve se transformar na mais importante oficina cultural do estado”. Hoje tem construído pouco mais de 4 mil metros quadrados e é conhecido por muitos como o "esqueleto" da USP.

Centro Cultural
Centro Cultural



Mesmo com poucas informações sobre o projeto,  fiquei curiosa sobre o Srº Wilheim, triste ao saber que ele havia falecido a pouco menos de 1 mês e indignada por nunca ter ouvido falar dele , talvez por ignorância minha, mas as vezes todo mundo coloca no pedestal arquitetônico nacional alguns, que falta uma certa atenção a arquitetos como Wilheim que é responsável  por grandes obras dos cartões postais de São Paulo como o novo vale do Anhangabaú.


Jorge Wilheim nasce em 1928 em Trieste, Itália, e chega ao Brasil em 1940, fugindo da Segunda Guerra Mundial.  Formou-se pela Faculdade de Arquitetura Mackenzie em 1952 e ao vencer um concurso, recém-formado, para a elaboração de o projeto hospitalar da Santa Casa de Jaú, abre escritório próprio.
Em 1954 é convidado para projetar em Mato Groso do Sul o projeto urbanístico da cidade de Angélica para 15 mil habitantes. Desde então teve presença marcante em diversos projetos urbanísticos, como o anteprojeto de plano diretor de Brasília e com essa experiência realizando diversos planos diretores para cidades em desenvolvimento em todo o pais.
Em 1969 concebe e coordena o projeto do parque Anhembi, com o Palácio das Convenções, um hotel e o pavilhão de exposições que teve suas estruturas de treliças metálicas erguidas em 8 horas. Em 1981, associado a Rosa Kliass e Jamil Kfouri, vence o concurso para a reurbanização do vale do Anhangabaú, construído e inaugurado dez anos mais tarde, e que revela aspectos da reflexão urbanística de Wilheim, como a valorização da vida a pé e da rua como uma grande praça de vida cívica, espaços abertos e públicos.
Vale do Anhangabaú

Vale do Anhangabaú

Essa reflexão também pode ser notada na proposta que fez para a Nova Augusta em 1973, aonde propõe  o bloqueia da circulação de automóveis em um longo trecho da via, construindo praças escalonadas com degraus, jardineiras e um mobiliário urbano variado.
Jorge Wilheim é considerado um dos principais urbanistas brasileiros e teve forte atuação politica como defensor do chamado “planejamento estratégico”. Foi titular da Sempla (Secretaria Municipal de Planejamento) de 1983 a 1986 elaborando o plano diretor de São Paulo de 1984. Secretario Estadual do Meio Ambiente de 1987 a 1991 e na gestão seguinte de 1991 a 1994 se torna presidente da Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo, a tão conhecida Emplasa, da onde surgiram grande projetos pioneiros e teve sua participação nos 31 Planos Estratégicos das Sub-Prefeituras de São Paulo.
Com toda essa bagagem urbanística em 1994 é convidado pela ONU para trabalhar em Nairóbi-Quênia no cargo de Secretario geral adjunto da Conferencia Mundial de Habitat 2, realizada em 1996 em Istambul-Turquia
Seus trabalhos mais recentes contam com consultoria para as obras das Olimpíadas Rio 2016, os estudos urbanísticos para as estações do TAV - Trem de Alta Velocidade, coordenação geral na elaboração da Operação Urbana Rio Verde-Jacu  e tantas outras novas OP em São Paulo. 
Na arquitetura podemos encontrar sua marca no Hospital Albert Einstein, SESI Vila Leopoldina e em breve na nova Casa da Orquestra em Belo Horizonte entre outros.

Autor de mais de 10 livros sua obra mais recente é São Paulo: uma interpretação (Editora SENAC) que em breve pretendo ler.

Creio que posso resumir Jorge Wilheim brevemente como um homem que trabalhou, e muito bem, em busca de uma vida urbana melhor para todos. Todas ideologias vista em minhas aulas de urbanismo foram praticadas por ele por toda a sua vida e por todos os lugares que passou. Acredito que ele tenha passado tudo isso para a equipe que o acompanhou e para a equipe que ira continuar os seu trabalhos pois espero ver esse grande Arquiteto e Urbanista dono de um sorriso cativante (que muito me lembrou meu querido vó) eternizado em suas obras com orgulho e admiração que carrego e terei para sempre como exemplo.

Link da apresentação do seminário: http://migre.me/lRBwD
Imagens: Internet e fontes.
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Norma de Desempenho - ABNT NBR 15575:2013




Em um dos trabalhos do semestre que se fechou, precisávamos ler a nova Norma de Desempenho NBR15575 fazer uma resenha ou resumo e uma critica.Confesso que a norma em si eu li bem por cima, mas encontrei no site da CBIC(Câmara Brasileira da Industria da Construção) um guia orientativo que me ajudou a entender a norma e suas mudança.

A Revista Téchne também publicou uma matéria bem explicativa sobre o assunto.No final da postagem segue o link para consulta dos dois documentos.Vou começar com a minha crítica sobre a nova norma antes da resenha que é um pouco extensa.Ainda há muito a se estudar e entender sobre as normas que envolvem a construção civil, mas acredito que já é um começo.


fonte:http://www.caubr.gov.br/

Crítica:

Acredito que a norma atualizada ira promover grandes benefícios aos usuários/moradores. Mesmo que em um momento de adaptação as construtoras elevem o custo da obra, que irá refletir no preço dos imóveis, essas mudanças em longo prazo são positivas.

Mas a norma não age sozinha, é necessária uma responsabilidade iniciada em projeto até a manutenção que o usuário/morador deverá executar no imóvel.

Além disso, as construtoras devem seguir outras normas. A utilização da NBR 15575, que quantifica a qualidade do desempenho, é um complemento para a execução de um bom desempenho da obra seguindo diversas outras normas especificas.


Porem o que analisei é o reflexo que o “selo” desempenho irá prover para o mercado imobiliário. A vantagem é que agora o usuário/morador poderá exigir a comprovação desse desempenho informado pelas construtoras. Mas como não há uma fiscalização do município para que todas as obras sigam a norma, esse “selo” poderá ser usado como uma forte ferramenta de marketing, aumentando ainda mais o valor dos imóveis e desvalorizando quem não se adequar a ela, o que por um lado força com que as construtoras se conscientizem em melhorar a qualidade das obras e os arquitetos em realizem um projeto mais atencioso com relação a todos os aspectos, inclusivo as especificações de materiais, conhecendo-os melhor.


Vejo com isso a responsabilidade do arquiteto cada vez maior e que devemos nos prepara e estudar melhor o desempenho ideal de cada material do projeto para cada tipo de uso, utilizando da norma para promover uma melhor qualidade de vida aos nossos clientes, com edificações cada vez mais duráveis.

Resenha:

O conjunto normativo NBR 15.575, traz como novidade o conceito de comportamento em uso dos componentes e sistemas das edificações, sendo que a construção habitacional deve atender e cumprir as exigências dos usuários ao longo dos anos, promovendo o amadurecimento e melhoria da relação de consumo no mercado imobiliário, na medida em que todos os partícipes da produção habitacional são incumbidos de suas responsabilidades; projetistas, fornecedores de material, construtor, incorporador e usuário.

A principal mudança está explicitada no nome da NBR 15.575:2013 Edificações Habitacionais - Desempenho: diferentemente da versão anterior (2010), restrita a residenciais de até cinco pavimentos, o novo texto é mais abrangente e contempla projetos habitacionais de qualquer porte, além de novas técnicas construtivas.

A norma NBR 15575 foi redigida segundo modelos internacionais de normalização de desempenho. Ou seja, para cada necessidade do usuário e condição de exposição, aparece a  sequência  de  Requisitos  de  Desempenho,  Critérios de Desempenho e respectivos Métodos de Avaliação.
 O conjunto normativo compreende seis partes:
Parte 1: Requisitos gerais;
Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais;
Parte3: Requisitos para os sistemas de pisos;
Parte4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas;
Parte5: Requisitos para os sistemas de coberturas; e
Parte6: Requisitos para os sistemas hidros sanitários.

Cada parte da norma foi organizada por elementos da construção, percorrendo uma sequência  de  exigências  relativas  à segurança (desempenho mecânico, segurança contra incêndio, segurança no uso e operação), habitabilidade (estanqueidade, desempenho térmico e acústico, desempenho lumínico, saúde, higiene e qualidade do ar, funcionalidade e acessibilidade, conforto  tátil) e sustentabilidade (durabilidade, manutenibilidade  e  adequação ambiental).

Ao contrário das normas tradicionais, que prescrevem características dos produtos com base na consagração do uso, normas de desempenho definem as propriedades necessárias dos diferentes elementos da construção, independentemente do material constituinte. No primeiro caso, deve-se utilizar o produto em atendimento às suas características. No segundo, deve-se desenvolver e aplicar o produto para que atenda às necessidades da construção.

Para que se atinja e se mantenha o desempenho pretendido durante o prazo de vida útil de projeto, a norma estabelece incumbências para incorporadores, construtores, projetistas, usuários e outros. Suprime algumas indefinições que existiam, como por exemplo, a responsabilidade sobre os levantamentos necessários em terrenos com passivo ambiental.

A Parte 1 a norma trata das interfaces entre os diferentes elementos da construção e do seu desempenho global, como por exemplo no caso do desempenho térmico, onde influem simultaneamente fachadas, coberturas, etc. Estabelece diretrizes para implantação das edificações habitacionais e indicações gerais sobre estabilidade, durabilidade, segurança no uso e na ocupação, desempenho lumínico, etc.

 As normas de projeto e execução de estruturas enfocam normalmente a estabilidade e segurança da construção frente a cargas gravitacionais, à ação do vento e a outras. As normas de desempenho incluem ainda ações decorrentes do uso e ocupação do imóvel, por exemplo, resistência de pisos e paredes aos impactos de corpo mole e corpo duro, capacidade de paredes e tetos suportarem cargas suspensas etc.

Com relação à segurança contra incêndio, a norma visa, em primeiro lugar, a integridade  física  das  pessoas  e,  depois,  a  própria  segurança  patrimonial.  Os critérios de desempenho contemplam recursos para dificultar o principio de incêndio e a sua propagação, o Tempo Requerido de Resistência ao Fogo – TRRF, de  elementos  e  componentes  da  construção,  as  rotas  de  fuga,  a  propagação de fumaça, os equipamentos de extinção e também a facilidade de acesso dos bombeiros para combate a incêndios já deflagrados.

Verifica-se, nas habitações em geral, número significativo de ocorrências rotuladas como “acidentes”, sendo que  na  verdade  muitas  delas  são  decorrentes  de situações de exposição ao risco. Nesta parte da norma, são introduzidos requisitos e critérios visando minimizar a possibilidade de ferimentos nos usuários da habitação, choques elétricos, tropeções, quedas e queimaduras. Procura-se quantificar o coeficiente de atrito de pisos, a resistência mecânica de guarda corpos, os cuidados na manutenção de telhados e outros.

Além dos  aspectos  de  desempenho  estrutural,  segurança  contra  incêndios, durabilidade e outros atributos essenciais, é necessário que a habitação apresente compartimentação adequada e espaços suficientes para a disposição de camas, armários, poltronas e os diversos utensílios domésticos. Além dos espaços e pé direito mínimos, são estabelecidos critérios regulando a possibilidade de ampliação de unidades térreas e o funcionamento de instalações hidráulicas, reportando-se sempre que necessário a outras Normas técnicas.

Com base nos princípios da ergonomia, na estatura média das pessoas e na força física passível de ser aplicada por adultos e crianças é que devem ser desenvolvidos os componentes e equipamentos da construção. A NBR 15575-1 estabelece critérios de desempenho recomendando a forma e limitando a força necessária para o acionamento de trincos, torneiras e outros dispositivos. Estabelece ainda a planicidade requerida para os pisos que, projetados conforme a Parte 2 da norma limitarão também as vibrações que poderiam causar desconforto.

O adequado desempenho térmico repercute no conforto das pessoas e em condições adequadas para o sono e atividades normais em uma habitação, contribuindo ainda para a economia de energia. A avaliação de desempenho pode ser feita de forma simplificada, com base em propriedades térmicas das fachadas e das coberturas, ou por simulação computacional, onde são cotejados simultaneamente todos os elementos e todos os fenômenos intervenientes. O ruído gerado pela circulação de veículos, crianças brincando no playground e música alta no apartamento vizinho são causas de desentendimentos e de estresse. Por isso, faz-se necessária a adequada isolação acústica por parte de fachadas, coberturas, entrepisos e paredes de geminação. Além de critérios de isolação ao som aéreo, a norma inclui disposições para a isolação ao ruído transmitido por impactos, fator extremamente importante para os entrepisos e coberturas acessíveis.

Considerando apenas a iluminação artificial, a norma ABNT NBR 5413 estipula as iluminâncias requeridas para várias tarefas e atividades, para diferentes tipos de edificações (habitações, escolas,  comércio  etc).  A  norma  de  desempenho 15575 estipula níveis requeridos de iluminância natural e artificial nas habitações, reproduzindo, neste último caso, as próprias exigências da NBR 5413.

As condições de saúde e higiene nas habitações podem ser comprometidas por uma série de fatores, sendo a umidade fonte potencial de doenças respiratórias, formação de fungos e outros. Além disso, a durabilidade da construção está diretamente associada à estanqueidade à água de seus elementos. A norma NBR 15575 estabelece critérios para estanqueidade de fachadas, pisos de áreas molhadas, coberturas e demais elementos da construção, incluindo as instalações hidro- sanitárias.

A habitação é o  bem  mais  almejado  pelos  seres  humanos. Tem significado emblemático, que,  em  muito,  transcende  a  posse  material.  Particularmente nos casos de financiamentos prolongados, é extremamente importante que a construção mantenha características  aceitáveis  de  desempenho  durante prazo  denominado  na  norma  como “Vida  Útil  de  Projeto”.  Dessa forma,  há necessidade de manutenção constante e correta previsão nos projetos e na construção, indicando-se na NBR 15575 a Vida Útil de Projeto para diversos elementos e componentes.

A vida útil de qualquer produto, seja um automóvel  ou  uma  edificação,  depende da eficiência do projeto, da construção, das condições de agressividade do meio e dos cuidados no uso e manutenção. A vida útil prevista no projeto da habitação só poderá ser atingida no caso do seu uso correto e adoção de eficientes processos de manutenção, obedecendo-se fielmente ao que estiver estipulado no Manual de Uso, Operação e Manutenção. Com relação à preparação do manual e à gestão da manutenção, a norma de desempenho remete às regras ABNT específicas, ou seja, NBR 14037 e NBR 5674.

A ABNT NBR 15575 (“Norma de Desempenho” ou, simplesmente, “Norma”) aplica-se a edificações habitacionais. Não abrange todos os sistemas construtivos da edificação, e limita-se àqueles nela contemplados, a saber: sistemas estruturais; sistemas de pisos; sistemas de vedações verticais internas e externas; sistemas de coberturas e sistemas hidros-sanitários.

Os sistemas elétricos das edificações habitacionais fazem parte de um conjunto mais amplo de normas e, portanto, os requisitos de desempenho para esses sistemas não são estabelecidos na ABNT NBR 15575.

As leis dão força obrigatória às Normas Técnicas ou estabelecem consequências para o seu descumprimento. Assim, a observância da “Norma de Desempenho”, bem  como  das  demais  Normas Técnicas,  decorre  de  determinações de determinações contidas no Código Civil, no Código de Defesa do Consumidro, em Códgos de Obras, em leis especiais, Códigos de Ética Profssional, etc.

O Código de Defesa do Consumidor, por exemplo, estabelece, no art. 39, que é vedado ao fornecedor de produtos e serviços colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas especificas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. Daí a especial recomendação de atendimento à “Norma” nas relações de consumo.

A “Norma” define três níveis de desempenho: (M) Mínimo – Obrigatório; (I) intermediário  e  (S)  Superior,  que  servirão  como  parâmetros  de  avaliação  dos elementos e sistemas construtivos. A novidade servirá para balizar a relação de custo/benefício de diferentes construções colocadas no mercado. Considerando que a edificação possui vários elementos construtivos, com vidas úteis variáveis, caberá ao incorporador ou construtor definir o “mix” dos três níveis de desempenho, observado o mínimo obrigatório.

A “Norma” traz uma nova obrigação para os projetistas, de estabelecer, de comum acordo com o empreendedor e usuários (quando for o caso), e indicar nos projetos a Vida Útil de Projeto (VUP) dos elementos e sistemas da edificação, os materiais compatíveis com a VUP, bem como as atividades de manutenção indispensáveis para que se possa atingi-la. Os incorporadores ou construtores devem também indicar as atividades de manutenção (rotineiras ou preventivas), inclusive materiais, que deverão ser informados aos usuários por meio de manuais de uso e operação, entregues quando da disponibilização dos imóveis.

A “Norma” deixa clara a responsabilidade dos usuários pela realização da manutenção como condição para assegurar a garantia e atingira vida útil, e determina que devem ser observadas as normas técnicas especificas dessa matéria (ABNT NBR 5674e ABNT NBR 14037). A ABNT NBR 5674 é direcionada aos proprietários e síndicos e dispõe sobre os requisitos para a gestão do sistema de manutenção de edificações, incluindo meios para preservar as características originais da edificação e para prevenira perda de desempenho decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos ou componentes; e a ABNT NBR 14037 é direcionada para os construtores e incorporadoras, e dispõe sobre os requisitos mínimos para elaboração e apresentação dos conteúdos a serem incluídos no manual de uso, operação e manutenção das edificações, a ser entregue aos proprietários/usuários.

Aspecto da maior importância está na recomendação de prazos de garantia detalhados para os diversos sistemas da edificação constante na “Norma”. O detalhamento dessa matéria (garantia) não poderia emanar de ninguém mais autorizado do que a sociedade técnica, como ocorreu no caso da “Norma”, em que participaram da sua elaboração:  entidades  de  pesquisa,  universidades, entidades representativas de fabricantes de materiais e de produtos, de construtoras, de incorporadora, peritos, agentes financiadores, consumidores e representantes do poder público.
O reparo de falhas durante a vigência dos prazos de garantia deve ser feito pelo incorporador ou construtor, ressalvadas as hipóteses que excluem a sua responsabilidade, como o mau uso ou a falta de manutenção pelos usuários; atos de terceiros; caso fortuito ou força maior. Vencido o prazo de garantia, a responsabilidade deve ser apurada.

Com a “Norma”, as regras ficam mais claras e transparentes. São estabelecidos parâmetros e níveis de desempenho  mínimos  para  os  diversos  sistemas  da edificação; indicação de prazos de vida útil de projeto para as diversas partes da edificação; prazos de garantia recomendados para diversos itens indicados  (componentes,  elementos  e  sistemas  da  construção);  responsabilidades de construção e de manutenção claramente definidas; e perspectivas de melhores laudos técnicos para instruir demandas e fundamentar as decisões judiciais, pois, além dos parâmetros técnicos e métodos de avaliação estabelecidos, a aferição de responsabilidade de uma falha passará necessariamente pela verificação se foi, ou não, realizada a devida manutenção pelo usuários.

Pode-se dizer que a “Norma” é um marco regulatório, técnico e jurídico, na Construção Civil devido à importância de suas disposições para ambas às disciplinas.

A “Norma” foi publicada em 19/2/2013, sendo válidos 150 dias após a sua publicação, ou seja, a partir de julho de 2013, prazo este estabelecido devido à repercussão que terá sobre as atividades do setor da Construção Civil, bem como à necessidade de adequação de todos os  segmentos  de  sua  cadeia  produtiva, envolvendo projetistas, fabricantes, laboratórios, construtores e governo.

Não compete às Prefeituras  Municipais,  quando  examinam  um  projeto  de construção, verificar se a construção atende, ou não, às Normas Técnicas. As aprovações, em regra, se resumem a restrições edilícias e índices urbanísticos.

A verificação de atendimento aos requisitos da “Norma” deve ser feito pelos interessados – proprietários, usuários, consumidores de um modo geral – e poderá ser necessária a sua comprovação a qualquer momento futuro, em caso de dúvida ou discussão sobre a qualidade da construção e o cumprimento de obrigações para apurar responsabilidades, seja no tocante aos projetos, seja quanto à qualidade de execução da construção. Daí a importância de manter em arquivo, durante os prazos de vida útil, os projetos, contratos, atas de decisões e demais documentos referentes à obra.

Fonte: Guia orientativo CBIC para atendimento à norma ABNT NBR 15575/2013
Para vizualizar o guia segue link:  
fhttp://www.cbic.org.br/arquivos/guia_livro/Guia_CBIC_Norma_Desempenho_2_edicao.pdf

Artigo da revista Téchne Edição 192 - Março/2012:
http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/192/desempenho-revisado-publicada-em-fevereiro-nova-norma-de-desempenho-288027-1.aspx




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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Plano Diretor Pt.1

Olá,

Sempre fui dessas que ouvia dizer, mas não sabia exatamente o que pensar sobre o Plano Diretor, tão comentado e pedido nas aulas de Urbanismo. Apesar de que eu já deveria ter lido, ainda não o fiz. Sempre achei que seria algo difícil de entender com lei e palavras próprias para quem fez Direito.
Ainda assim minha curiosidade, como sempre, falou mais alto. Comecei então a procurar sobre o assunto, encontrei no site da prefeitura de São Paulo, o tal plano diretor.
E para complementar esse estudo, busquei algo sobre o Estatuto da Cidade, e encontrei um arquivo em PDF do Estatuto da Cidade Comentada no site do Ministério das Cidades.

Ainda não iniciei a minha leitura, mas deixo aqui o link dos “preciosos”:


Essa semana na faculdade, para incentivar ainda mais essa pesquisa, tivemos uma visita do professor Arq. e Urbanista Flávio Villaça que nos contou um pouco a sua história e nos explicou sobre o Plano Diretor de São Paulo.

Assim que eu ler mais sobre o assunto, coloco aqui as minhas anotações sobre o que descobri ouvindo o Profº Flávio e o que descobri em relação as minhas expectativas anteriores ao meu estudo.


Até Breve! 

                                                  Fonte: http://www.universidadesecovi.com.br/files/Noticias/plano-diretor_281_242.jpg

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Boas Vindas

Boa Noite,

Ontem em aula, meu professor a fim de conhecer melhor seus alunos foi perguntando o porquê cada um escolheu o curso. Na hora a gente fala qualquer coisa (eu pelo menos) por nervosismo, mas depois fiquei com essa pergunta na cabeça, não que não a tivesse feito antes e ate encontradas as mesmas respostas, mas é que essa primeira semana de aula, esse 5º semestre, percebo o quanto realmente é importante se criar um repertório, pois para ser um profissional completo é necessário um olhar crítico, ter a sua opinião, mas com propriedade no que defende. Não se pode esperar aprendizado apenas de uma boa faculdade, é preciso ir atrás e manter o ritmo.

Então, como já era tempo que vinha pensando em criar um blog, apos as aulas que tive resolvi que não poderia perder mais tempo.

A cabeça ferve de ideias o tempo todo, e se eu não escrever ou desenhar elas acabam indo para a "caixinha" do esquecimento. Além do mais, todo semestre realizo varias pesquisas e o tempo todo encontro informações que aprimoram o meu conhecimento, se eu deixar essas informações todas "offline" dificilmente vou ficar procurando nas inúmeras pastas no computador quando precisar da informação.
Basicamente, esse blog tem a intenção de mostrar o meu olhar (ainda que primário) em relação à arquitetura e tudo que a envolve. Sim, haverá notícia e resumos de pesquisas com suas respectivas fontes, mas informo desde já que não há valor acadêmico nas informações que colocarei aqui (criticas construtivas são bem vindas). 

Então bem vindo ao meu "diário de bordo" dessa incrível aventura que é a faculdade de arquitetura.

fonte:http://farm6.staticflickr.com/5161/5270955425_903fbb4761_z.jpg


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